RESENHA – ENCONTRO COM RAMA

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Eu amo a escrita do autor Arthur C. Clarke e as minhas obras favoritas são: 2001 Uma Odisseia no Espaço e O Fim da Infância. Encontro com Rama não teve o mesmo impacto que esses outros dois livros tiveram, mais foi um livro com grandes pontos de discussão, que fizeram pensar sobre algumas questões que são apresentadas a nós leitores ao longo da narrativa.

O livro possui dos pontos de vista:

  • O da tripulação da Nave
  • E do Conselho Rama
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Nova capa do livro Encontro com Rama

Sinopse: A história é construída com base na curiosidade que nós seres humanos temos em relação ao espaço, aquela vontade de saber se dividimos a galáxia com outra raça. A trama acontece em um futuro, mais precisamente no século XXII, agora não tão distante, quando um meteoro cai no continente europeu e causa uma grande devastação. A humanidade acaba percebendo que a ameaça está vindo dos céus e começam a observar cada vez mais o espaço e ficando em alerta ao menor sinal de ameaça. Após 50 anos eles acabam detectando uma forma cilíndrica enorme que está indo em direção ao sol, eles acabam batizando ele de Rama.

Um grupo de exploradores é enviada para Rama em uma expedição que tem tempo limitado para acontecer, a exploração deve terminar antes que o objeto acabe contornando a órbita solar e siga em direção ao espaço profundo. A nave Endeavour é composta por uma tripulação bem variada, o que chama atenção nesse caso é a figura de duas personagens femininas bem importantes na historia e algumas pessoas chegam a afirmar que não temos personagens femininas ”fortes” em livros de ficção cientifica, mas nesse temos uma médica e uma comandante naval que são essenciais para a sobrevivência dos ocupantes da nave.

Os personagens são testados de várias formas, tanto fisicamente como psicologicamente. O cilindro aparenta ser um planeta morto, mais muito bem conservado. Eles não encontram qualquer sinal de restos mortais ou até mesmo artefatos que possam dizer como eram os habitantes daquele planeta. Os colonos de Rama, certamente eram seres mais avançados que nós e ainda nos falta conhecimento para entender as suas construções.

Há medida que Rama vai avançado para o Sol o planeta que antes se mostrava morto, começa a reagir, o mar inicia o processo de descongelamento, fortes ventos são formados, descargas de energia começam a acontecer e o mais importante, criaturas começam a habitar o planeta. Essas formas vivas não são parecidas com nada do que temos na terra, mas acabam trazendo a vaga lembrança de seres que temos aqui. Uma questão muito importante é debatida nesse momento, quando a médica Laura Enest, fica arquitetando um plano para conseguir algum ser daquele planeta para fazer a dissecação, pois com esse estudo a possibilidade de descobrir o modo como eles viviam era muito grande, mas o capitão Norton não deixa a médica-chefe intervir, argumentando caso a situação fosse inversa e uma raça invadisse a Terra e decidisse se apossar dela para estudos se ela se sentiria confortável nessa posição. Eles acabam fazendo um acordo, caso algum desses seres acabe morto ela pode estudar o cadáver. Norton demostra essa posição várias vezes no livro, ele não gosta de deixar equipamentos e muito menos embalagens espalhadas por Rama, ele acredita que quando você vai visitar algum lugar o certo é interferir o menos possível no local, até porque ele acredita que a nave vai seguir viagem e que outra civilização pode encontrar ela e para que os nossos objetos não sejam conhecidos como algo daquela civilização, ele toma o maior cuidado para não deixar nada para trás. Essa situação é uma analogia ao que acontece no nosso mundo, não precisamos ir tão longe para ver pessoas que acabam deixando os seus pertences espalhados nos lugares que elas vão conhecer, não respeitando o lugar que elas estão apenas de passagem.

O livro também fala sobre preconceito. Os Mercúrianos (pessoas nascidas em Mercúrio) se sentem excluídas do resto do sistema solar, por terem condições diferentes de vida. Os Mercúrianos quase acabam com a expedição, por serem cabeça fechada e apenas pensarem neles e nos riscos que a nave poderia trazer para o planeta deles, eles acabam se esquecendo da tripulação da nave Endeavour e dos próprios habitantes de Rama, a tripulação da nave, acaba correndo mais riscos, mas estão determinados a fazer o que for possível para continuar conhecendo Rama até os últimos estantes possíveis.

A narrativa do livro é agradável e o autor consegue não deixar as coisas jogadas, tudo o que acontece tem um motivo, até porque a maioria das coisas que fazem parte da trama são elementos que levam o leitor ao questionamento. Se você esta procurando um livro com discussões e cheio de aventura, ele é um prato cheio, até porque você acaba se sentindo muito imerso com a quantidade de detalhes que ele apresenta sobre o interior nave e os desafios que a tripulação acaba enfrentando.

rama_2014_capa_frente_finalTítulo: Encontro com Rama
Autor: Isaac Asimov
Tradutor: Susana Alexandria 
Editora: א Aleph
Edição: 1ª – 2014
Idioma: Português
ISBN: 978-85-7657-103-2
Adicione: Skoob Goodreads
Especificações: 288 páginas
Dimensões: 14 x 21 cm

rama_frente_altaO livro da Editora Aleph também tem três versões de capa e se você tem essa capa aqui do lado ou a versão que eu acabei lendo, mas gostaria de ter a versão mais recente publicada pela Aleph, eles tem um incrível sistema de troca. Link para mais informações.

Débora Santos Almeida

Autora de textos sobre automobilismo em especial sobre Fórmula 1, leitora voraz de livros de ficção científica, amante de Arthur C. Clarke e freqüentadora do restaurante do Douglas Adams!

3 comentários em “RESENHA – ENCONTRO COM RAMA

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