Resenha: A Guardiã de Histórias – Eu não gostei

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Sinopse: Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

Você já parou para pensar, sobre o que acontece depois que a gente morre? Imagina que todo o conhecimento que você adquiriu por anos, desde o seu nascimento será arquivado logo depois da sua morte. E se você tivesse o poder de ler histórias? Aquele objeto que algum ente querido usava, guardasse um fragmento da sua vida, cada toque dele tivesse proporcionado uma ranhura e tudo aquilo fosse história.

Os Mortos são silenciosos, e os objetos, quando guardam impressões, nada dizem até que os toquemos.”

É sobre isso que o livro A Guardiã de Histórias trata. O Arquivo é o lugar para onde todas as pessoas mortas vão, prateleiras de livros repleto de histórias do que as pessoas eram quando estavam vivas, mas não se engane se você ver um corpo de alguma dessas histórias, pois elas já não são mais quem você conhecia. Algumas histórias as vezes acabam acordando e fugindo para os Estreitos, essas coisas acontecem por perturbações que podem tanto vir do interior, ou da própria alma que não conseguiu resolver alguma coisa em vida, mas logo depois de fugir, muitas vezes elas desgarram, ficam assustadas, não sabendo a onde estão e precisam ser guiadas para a sua prateleira no Arquivo.

Mackenzie Bishop é uma guardiã, ela é a responsável por guiar essas histórias para dentro do Arquivo. Ela foi treinada pelo seu avó, que também era um guardião. Ela aprendeu a ler paredes e objetos, para ser capaz de chegar a essas pessoas que estão perdidas e mostrar para elas esse caminho de Retornos. Mas ela acaba usando os seus ”poderes” para ir além da sua função.

A família Bishop acabou se mudando para o antigo hotel Coronado, depois do filho mais novo deles, Ben morrer. O local é muito antigo, cheio de mistérios e Mackenzie começa a conhecer o local com a ajuda do seu toque, até que a história de um assassinato mexe muito com a personagem e ela começa a investigar a história, depois de se deparar com a inexistência de alguns dados sobre o ano do assassinato e outros fatos dentro e fora do Arquivo que fizeram o prédio ser considerado amaldiçoado.

Nesse novo lugar ela não conhece ninguém e vai descobrindo com as suas andanças pelo prédio que algumas pessoas conhecem lugares que ela possa investigar essa história melhor, ela conhece outras que ainda lembram um pouco sobre esses dias tristes e até mesmo um outro guardião, que vai livrar ela de algumas enrascadas.

Porque Eu Não Gostei? Pode Conter Spoilers

O contexto da história é muito legal, esse local que fica tão próximo da gente e só poderia ser acessado por pessoas que conseguem sentir vibrações e que possuem uma chave que da acesso a esse local é realmente muito incriável. Eu mesma não queria que todas as coisas que eu sei hoje em dia, fossem de certa forma perdidas. O grande problema são as controvérsias que existem no livro, pra que você mantêm um arquivo desse tamanho, sendo que as pessoas que gostavam tanto de você em vida, não podem entrar mais em contato com você? Pois nenhum vivo a não ser os guardiões sabem da existência desse local.

Outro problema temos o personagem Owen, uma história que se perdeu, mas não aparece na lista de Mackenzie, e ela fica intrigada com ele, ela acaba optando em não levar ele de volta para a porta que da acesso aos Retornos, e cada vez mais ela vai se envolvendo com o personagem. Quando chegamos no final do livro, nós percebemos que ele fazia parte de algo muito maior, e que ela havia sido ”usada”, não somente por ele, mais por outra personagem, uma bibliotecária do Arquivo. Ela acaba se apaixonando por ele e se ”entregando”, ido contra a varias coisas que o avó dela já havia alertado e ela tinha plena consciência que estava agindo errado e que aquilo podia trazer consequências graves para ela, mais para as pessoas ao seu redor. Algumas pessoas vão dizer, mais ela só tinha 16 anos e um peso grande nas costas para carregar. O problema é que ela sabia que estava agindo mal. Fora que existem outras formas de você usar uma pessoa, sem ser por meio de um relacionamento amoroso e isso me decepcionou um pouco.

Tive alguns problemas com a tradução do livro e algumas coisas que não tinham coerência o que dificultou um pouco fazer a leitura dele, o meu livro é a primeira edição então isso pode ser um probleminha de revisão, eu senti que o final dele foi um pouco corrido e enquanto a história tem um pedaço bom para ser desenrolada. Eu marquei muitos trechos nele, principalmente coisas que falavam sobre como a gente se sente depois que uma pessoa vai embora então não foi a história mais terrível que eu li na minha vida, só algumas coisas mesmo que não me agradaram. Ele pertence ao gênero Young Adults, como eu não estou acostumada a ler coisas desse gênero, pode ter sido mais um dos motivos para ele não ter me agradado, acho que para alguém da idade da personagem ele acabe funcionando mais do que funcionou para mim.

Título: A Guardiã de Histórias
Autor: V. E. Schwab
Tradutor: Daniel Estill
Editora: Bertrand Brasil
Edição: 1ª – 2016
Idioma: Português
ISBN-13: 9788528620566
ISBN-10: 8528620565
Adicione: Skoob Goodreads
Especificações: 128 páginas

Débora Santos Almeida

Autora de textos sobre automobilismo em especial sobre Fórmula 1, leitora voraz de livros de ficção científica, amante de Arthur C. Clarke e freqüentadora do restaurante do Douglas Adams!

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