Resenha de Carros 3

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O filme Carros que estreou dia 13 de julho de 2017 aqui no Brasil é muito mais do que falado na sinopse do filme.

Confira a Sinopse: O filme se concentra em Relâmpago McQueen, agora um piloto veterano, enquanto participa em corridas ao redor da América com uma nova treinadora, Cruz Ramirez, e um novo rival, Jackson Storm. E também personagens que retornam como Mate, Sally, e Ramom. 
Surpreendido por uma nova geração de corredores incrivelmente rápidos, o lendário Relâmpago McQueen é repentinamente afastado do esporte que ama. Para voltar com tudo às corridas, ele precisará da ajuda da jovem treinadora de corridas, Cruz Ramirez. Com o seu plano para vencer, mais a inspiração do Fabuloso Doc Hudson e alguns acontecimentos inesperados, eles partem para a maior aventura de suas vidas. O teste final do campeão será na maior prova da Copa Pistão!

Este filme produzido pela Pixar e distribuído pelos estúdios da Walt Disney Pictures, é muito mais adulto que os outros dois da franquia Carros, além de ter um maior significado para os fãs de automobilismo. Enquanto no primeiro filme Relâmpago McQueen tem atitudes inconsequentes e por diversas vezes ele é extremamente arrogante, agindo como uma criança mimada e precisando entender o que é uma amizade e aprender a escutar os demais personagens para evoluir, neste filme ele acaba resgatando lições que foram muito importantes para ele naquela época.

Mate e amigos no Pit

A amizade prevalece em todos os filmes, no primeiro é o conhecimento e a formação de laços, no segundo ele aprende a cultivar os amigos e percebemos com McQueen o quanto qualquer pessoa pode cometer erros, mas tem direito a uma segunda chance. E no mais recente filme, McQueen não precisa mais firmar ou reconquistar elas, fica nítido o quanto o passar dos anos fazem as coisas se tornarem mais fáceis e quem ama a gente vai sempre estar do nosso lado, apoiando.

Como mostrado no trailer do filme, McQueen acaba sofrendo um acidente em uma competição, semelhante ao que havia acontecido com Doc Hudson. Além de ter que passar por uma recuperação, McQueen acaba tendo que lidar com praticamente os mesmos desafios que o seu mentor teve que lidar na época em que corria.

Capotagem, McQueen

Quando Relâmpago volta as pistas, um novo competidor que antes andava no fim do grid, começa a ganhar espaço. O nome dele é Jackson Storm, o personagem é um carro mais tecnológico, de uma nova geração de competidores. O novato passa a ganhar espaço nas pistas, se tornando o número 1. Os carros da mesma geração de McQueen ficam ultrapassados e consequentemente perdem espaço, ficando sem patrocinadores e sendo mandados embora pelas equipes e McQueen conhece de perto o que é perder o prestígio e começar a ser esquecido, levando a se questionar se essa não é a hora de se aposentar.

Jackson Storm na corrida

Com a força dos colegas e de quem o admira e ainda acredita nele, Relâmpago é convidado pela Rusteze, para tentar de novo, construindo um centro para voltar a treinar o campeão e colocar ele em forma para a primeira competição depois das férias. McQueen acaba conhecendo Cruz Ramirez, peça fundamental nesta nova trama. Ramirez é contratada como sua treinadora, ajudando o ”velhote” (tratamento muito usado por ela) a melhorar a performance.

Rusteze

De cara o relacionamento dos dois não funciona muito bem, uma porque ela é mais jovem e alegre de mais e McQueen como o bom velhinho, acha que sabe de tudo e que o treinamento baseado em um passo de cada vez não vai ajudar ele em nada.

McQueen e Cruz Ramirez treinando

Na verdade os treinos acabam servindo mais para Relâmpago ensinar Cruz do que ao contrário. Ela tinha o grande sonho de se tornar piloto e ele era a grande inspiração dela. Os dois acabam passando por poucas e boas nessa fase de treinamento, o vermelhinho acaba até sendo um pouco estúpido com ela, já que acha que os treinos não estão levando a lugar nenhum, mas a história acaba se aprofundando ainda mais.

Smokey

McQueen percebe onde está errando, mas precisa de ajuda se quiser voltar as pistas e vai atrás dos amigos de Doc Hudson e principalmente atrás de Smokey, já que ele foi o mentor de Hudson. E então um treinamento intensivo acontece, Relâmpago não se torna mais veloz, mas aprende alguns truques para usar o adversário ao seu favor e parte para a corrida que vai definir a sua continuação nas pistas ou a sua aposentadoria.

Doc Hudson flash backs

Dessa parte em diante o filme toma outra história, que se você prestasse atenção com o auxílio dos flash backs que a animação usa muito deste recurso para a trama, o obvio estaria estampado na sua cara ou em qualquer prateleira de loja espalhada por aí. McQueen chega a vencer a corrida, mais de uma forma diferente da que nós já conhecíamos. O protagonista deixa a brecha para outro rumo da sua vida e se você puxar na memória o que Doc Hudson fez por ele no primeiro filme, essa charada é matada.

Não posso dizer que é o melhor filme da franquia, até porque os outros dois são as minhas animações favoritas, já assisti milhares de vezes Carros e posso assistir mais um milhão de vezes. Sem dúvidas é mais adulto, tem emoção na medida certa. É mais um filme alegre com personagens secundários fantásticos e que dão um toque especial para a trama. Carros é a minha grande paixão, então eu chorei do começo ao fim, por cada flash back, por cada construção de amizade e pelo final que é fantástico, McQueen amadureceu e fazendo uma análise da minha vida, junto com a dele, eu aprendi muito e assim como ele eu espero poder passar os ensinamento que aprendi com outras pessoas, para as gerações futuras ou para quem estiver disposto a me escutar.

 Leia pela sua conta e risco

Quando o filme já está perto do seu encerramento, uma das coisas mais bárbaras acontece e depois saindo da sala de cinema eu dou conta do quanto a gente foi bobo em não ter percebido uma das coisas mais importantes na trama e que já estava a venda nas lojas de brinquedo, quem prestasse um pouco de atenção nas miniaturas vendidas teria matado a charada.

Cruz Ramirez correndo com o número 95 de McQueen

McQueen até estava indo bem na prova, mas não seria capaz de vencer. Quando Cruz é destratada nos boxes da equipe pelo novo dono da Rusteze, Relâmpago acaba percebendo que ela não é apenas uma treinadora, ela também pode ser piloto como ele e depois de se dar conta do quanto havia treinado ela nos últimos dias, ele sabia que ela era capaz de vencer a corrida. Como na competição era o número que era inscrito e não o competidor, ele troca de lugar com Cruz nos boxes, deixando ela realizar o seu sonho mais antigo. Eis que ele precisa tomar o lugar de Smokey que estava disposto a ser o novo chefe de equipe de McQueen, para o próprio Relâmpago assumir o posto. E como já vimos essa história no primeiro filme, ele acaba assumindo o papel de mentor dela e ambos vencem prova, aliado a um grande trabalho em equipe.

McQueen com a pintura do Doc Hudson

Lágrimas tem todo o direito de rolar nessa parte do filme. As histórias se repetem e se conectam de forma brilhante, melhor desfecho para um personagem e para a franquia. Este deve ser o último filme dos Carros na telona, vai deixar saudade, mas o bom é que ainda da para relembrar as histórias por muito tempo.

 

 

Débora Santos Almeida

Autora de textos sobre automobilismo em especial sobre Fórmula 1, leitora voraz de livros de ficção científica, amante de Arthur C. Clarke e freqüentadora do restaurante do Douglas Adams!

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