Resenha – Esquadrão Suicida

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É quase impressionante o que uma boa divulgação faz com um filme, principalmente um filme como Esquadrão Suicida. Quase ninguém conhecia as histórias do grupo de vilões formado para executar missões designadas pelo governo; mas, com alguns atores famosos, trailers bem montados, a confirmação do Coringa, camaradagem entre o elenco e, de repente, todos queriam assistir ao filme. Eu não fui diferente e confesso que estava com uma expectativa considerável; expectativa essa que, infelizmente, não foi atingida.

Mas vamos falar de coisa boa, não é mesmo?

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Apesar da história não ser das mais originais, o Esquadrão em si funciona muito bem; os personagens estão bem entrosados, eles realmente funcionam como um time e você se importa e entende a todos (mesmo o filme sendo muito apressado e alguns integrantes terem mais destaque do que outros). Quando se diz respeito aos personagens, o conjunto funciona tão bem quanto cada peça.

Por falar em cada peça, vamos lá: apesar de terem certa importância na trama, Amarra e Crocodilo são os que tem menos espaço em tela; Rick Flag e o Pistoleiro tem um antagonismo que funciona e uma eventual amizade que convence; tanto a Magia quanto a Dra. June Moone não criam impacto sob o espectador e, por consequência, causam uma reviravolta que não funciona; Katana merecia mais espaço, pois o pouco que ela faz é muito bom; Diablo mostra um impasse interno bem interessante e o Capitão Bumerangue é um ótimo alívio cômico.

temp5393O longa também carrega consigo uma grata surpresa chamada Amanda Waller, uma mulher que faz o que precisa ser feito, não importa o que seja. Waller carrega o peso e intensidade de uma verdadeira vilã, deixando o real vilão no chinelo.

Porém, a grande estrela do filme é a Arlequina que (apesar de ter sido hiper-sexualizada, SIM) carrega o filme nas costas, mostrando que não é somente um sorriso sedutor com frases de efeito. É possível entender suas motivações, sua loucura e até mesmo sua paixão (obsessão e dependência) pelo Coringa.

Por falar nele, toda vez que o chamavam de Mr. J eu revirava tanto os olhos que perdia o contato visual com a tela. Um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos foi transformado em um hooligan com TOC. Não tem como negar que o ponto forte do personagem é seu “interesse amoroso”.

Os dois funcionam muito bem juntos, com seu relacionamento distorcido e abusivo, que encontra até uma certa leveza, apesar de ser bem perturbado. Entretanto, enquanto ela funciona muito bem sozinha e com os outros integrantes, ele perde toda a graça nas cenas em que ela não está; o que me leva a pensar que o Coringa deveria ter tido ainda menos cenas do que já teve.

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O filme também possui uma trilha sonora com músicas pop excelentes, que infelizmente só são usadas para esconder os pequenos defeitos do filme. Só que eu não coloco a culpa por esses pequenos defeitos nos atores nem no diretor, pois o grande vilão desse filme é o roteiro. Com medo do fracasso de bilheteria, o estúdio mudou o filme quase completamente, editando e cortando várias cenas, causando um sobe e desce de sentimentos que compromete o tom do filme, que não se decide entre comédia e drama.

Portanto, com um vilão completamente genérico, edição ao estilo colcha de retalhos e tom inconsistente, Esquadrão Suicida é um filme que tentou agradar a vários públicos, mas que não será lembrado por muitos, deixando somente alguns bons personagens para serem aproveitados em filmes futuros.

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