Resenha – Esquadrão Suicida

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Pin It Share 0 Filament.io 0 Flares ×

maxresdefault  

É quase impressionante o que uma boa divulgação faz com um filme, principalmente um filme como Esquadrão Suicida. Quase ninguém conhecia as histórias do grupo de vilões formado para executar missões designadas pelo governo; mas, com alguns atores famosos, trailers bem montados, a confirmação do Coringa, camaradagem entre o elenco e, de repente, todos queriam assistir ao filme. Eu não fui diferente e confesso que estava com uma expectativa considerável; expectativa essa que, infelizmente, não foi atingida.

Mas vamos falar de coisa boa, não é mesmo?

giphy

Apesar da história não ser das mais originais, o Esquadrão em si funciona muito bem; os personagens estão bem entrosados, eles realmente funcionam como um time e você se importa e entende a todos (mesmo o filme sendo muito apressado e alguns integrantes terem mais destaque do que outros). Quando se diz respeito aos personagens, o conjunto funciona tão bem quanto cada peça.

Por falar em cada peça, vamos lá: apesar de terem certa importância na trama, Amarra e Crocodilo são os que tem menos espaço em tela; Rick Flag e o Pistoleiro tem um antagonismo que funciona e uma eventual amizade que convence; tanto a Magia quanto a Dra. June Moone não criam impacto sob o espectador e, por consequência, causam uma reviravolta que não funciona; Katana merecia mais espaço, pois o pouco que ela faz é muito bom; Diablo mostra um impasse interno bem interessante e o Capitão Bumerangue é um ótimo alívio cômico.

temp5393O longa também carrega consigo uma grata surpresa chamada Amanda Waller, uma mulher que faz o que precisa ser feito, não importa o que seja. Waller carrega o peso e intensidade de uma verdadeira vilã, deixando o real vilão no chinelo.

Porém, a grande estrela do filme é a Arlequina que (apesar de ter sido hiper-sexualizada, SIM) carrega o filme nas costas, mostrando que não é somente um sorriso sedutor com frases de efeito. É possível entender suas motivações, sua loucura e até mesmo sua paixão (obsessão e dependência) pelo Coringa.

Por falar nele, toda vez que o chamavam de Mr. J eu revirava tanto os olhos que perdia o contato visual com a tela. Um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos foi transformado em um hooligan com TOC. Não tem como negar que o ponto forte do personagem é seu “interesse amoroso”.

Os dois funcionam muito bem juntos, com seu relacionamento distorcido e abusivo, que encontra até uma certa leveza, apesar de ser bem perturbado. Entretanto, enquanto ela funciona muito bem sozinha e com os outros integrantes, ele perde toda a graça nas cenas em que ela não está; o que me leva a pensar que o Coringa deveria ter tido ainda menos cenas do que já teve.

giphy (1)

O filme também possui uma trilha sonora com músicas pop excelentes, que infelizmente só são usadas para esconder os pequenos defeitos do filme. Só que eu não coloco a culpa por esses pequenos defeitos nos atores nem no diretor, pois o grande vilão desse filme é o roteiro. Com medo do fracasso de bilheteria, o estúdio mudou o filme quase completamente, editando e cortando várias cenas, causando um sobe e desce de sentimentos que compromete o tom do filme, que não se decide entre comédia e drama.

Portanto, com um vilão completamente genérico, edição ao estilo colcha de retalhos e tom inconsistente, Esquadrão Suicida é um filme que tentou agradar a vários públicos, mas que não será lembrado por muitos, deixando somente alguns bons personagens para serem aproveitados em filmes futuros.

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d blogueiros gostam disto: