Resenha – Perdido em Marte

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  • Sempre tem como a coisa ficar pior do que estava, Mark Watney tem toda a certeza disso, após ser desafiado pelo planeta vermelho constantemente.

O livro é narrado em primeira pessoa e temos relatos praticamente diários do astronauta, logo depois que ele fica sozinho em Marte. Os relatos dele, conseguem deixar o diário com uma sensação de conversa, as vezes ele faz uso do humor para relatar algumas situações, e as por vezes é possível sentir toda a angustia e pavor, dos momentos de incerteza experimentados por ele, o medo de não conseguir entrar em contato com ninguém e não ser mais possível voltar para a Terra. Mas Whatley consegue ser muito otimista, mesmo quando a gente pode pensar, não existe mais nenhuma saída, essa luta por sobrevivência que ele procura resolver está fadada ao fracasso, acaba virando uma porta de respiro do livro onde ele busca esfriar a cabeça, para lidar com aquele problema, como ele diz um problema de cada vez, não adianta ele tentar dar conta de muita coisa de uma só vez, pois como ele imagina o tempo de espera para voltar para o seu planeta, seria possível apenas em 4 anos, na missão da Ares 4.

Meu aterrorizante esforço para permanecer vivo se tornou, de certo modo, rotineiro.
Levantar de manhã, tomar café, cuidar das minhas plantas, consertar coisas quebradas, almoçar, responder e-mails, ver TV, jantar, dormir. A vida de um fazendeiro moderno.

Algumas pessoas podem achar a leitura cansativa, pois algumas vezes Mark Watney começa a fazer analises técnicas sobre a sua situação, quantidade de suprimento, volume de oxigênio, cálculos de reações químicas, para alguns experimentos, gastos de temperatura e aceleração. Nesse caso temos que parar para analisar um pouco, o personagem está fazendo um relato assim para a Nasa, caso ele acabe morrendo no planeta, outra tripulação que fosse enviada para o planeta poderia achar os seus registros e revelar as coisas que ele havia feito no local. O livro consegue passar a sensação de você estar lendo uma transcrição real do que ele narrava nos seus áudios, ou seja o astronauta não ficaria apenas divagando sobre os seus feitos no planeta vermelho, ele precisa contar o seu passo a passo, em caso de falha a Nasa saberia exatamente a onde ele teria ”errado”. Watney também precisou exercer a função que iam além de ser botânico e engenheiro, fazendo tudo que os seus colegas eram designados a cumprir.

Depois, fui um caminhoneiro, fazendo um longo percurso mundo afora. E, por fim, um operário de construção civil, reconstruindo uma nave de uma maneira que ninguém jamais havia imaginado. Fiz um pouco de tudo porque sou a unica pessoa aqui para resolver as coisas.

Livro Vs. Filme

O livro já estava dentro da minha meta de leituras para esse ano, mas acabei ficando dividida entre ele e Coração de Aço. Porém uma votação no twitter e o podcast do LivroCast episódio 67 com participação do meu amigo Carlos Valesi, contribuíram e muito para colocar o livro como ”primeira” opção e passar ele na frente. Eu confesso que acabei vendo o filme primeiro depois de todos esses caminhos que me levaram a essa decisão. Ver o filme me proporcionou um recurso visual melhor na hora de ler o livro, como ter em mente cada equipamento que era citado ou as dimensões de distancia que eram percorridos, os cenários que mudavam conforme as suas viagens dentro do planeta. E Matt Damon nasceu para interpretar o Mark Watney, os trejeitos deles adjuram muito na hora de construir o personagem.

Não deixe de ler o livro se você apenas viu o filme até o momento, até porque tem mais alguns problemas vivenciados por Mark que não foram filmados. Também é interessante saber o porque algumas coisas acontecem no filme, como a explosão na eclusa de ar do Hab, ela não é apenas uma explosão para dar um ar dramático ao filme, tem um motivo muito sério para a explosão ter acontecido, entre outros detalhes que são gostosos de conhecer.

Ficção Vs. Realidade

A Nasa pretende enviar uma missão tripulada para Marte em um futuro muito próximo, mas essas missões necessitam de muito dinheiro e questões como energia, suprimentos, gravidade e as condições climáticas do planeta ainda precisam ser estudadas e as ideias precisam ser aperfeiçoadas. Um estudo foi feito e acreditam que os astronautas não sobreviveriam mais que 70 dias no planeta vermelho, Mark acaba ficando um ano meio no planeta, tendo que se virar com as poucas ferramentas que foram deixadas para trás. Por mais que nosso sentido explorador tenha vontade de conhecer novos lugares e quem sabe habitar eles um dia, a nossa casa ainda é a Terra e aqui nós temos tudo o que precisamos.

 Título: Perdido em Marte
Autor: Andy Weir
Tradutor: Marcelo Lino
Editora: Arqueiro
Edição: 1ª – 2014
Idioma: Português
ISBN-13: 9788580413359
ISBN-10: 8580413354
Adicione: Skoob Goodreads
Especificações: 336 páginas

Débora Santos Almeida

Autora de textos sobre automobilismo em especial sobre Fórmula 1, leitora voraz de livros de ficção científica, amante de Arthur C. Clarke e freqüentadora do restaurante do Douglas Adams!

Um comentário em “Resenha – Perdido em Marte

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