Resenha: Série As Peças Infernais da Cassandra Clare

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Foram poucos os livros que eu acabei lendo na minha vida quando eles eram o hype do momento, as vezes eu não gosto de ser influenciada pelo o que as pessoas acharam da história, portanto acabo anotando as recomendações do booktube, mas muitas vezes espero um certo tempo para ler a obra.

Os livros da Cassandra Clare tiveram um hype enorme, a autora veio até no Brasil autografar os livros daqueles leitores ensandecidos pelas suas histórias. Na época eu não tinha interesse algum nos seus livros, se quer cogitei a possibilidade de ler algum dia, confesso que não gostava das capas e a premissa pouco me interessava, mas não podemos nunca na vida cuspir para o alto porque volta na testa sim.

Muito tempo já se passou, mas conheço muita gente que recomenda os livros dela e falam deles com muito fervor. Mais uma vez vou citar a Paola do Livros e Fuxicos pois foi graças a ela que eu embarquei na aventura de ler os livros da Cassandra Clare, começando pela série das Peças Infernais.

Série Peças Infernais – Foto @biapancotti

Logo de cara eu me apaixonei pelo clima londrino que está série oferece, para mim Londres é aquele lugar que ainda me é desconhecido pois nunca viajei para lá, mas ao mesmo tempo é tão conhecido, pois a maioria dos livros que eu leio se passam naquelas ruas carregadas de história e por aquele clima frio, cinza e chuvoso, sinto como se fosse a minha segunda casa, lar de grandes autores.

Depois de ser fisgada pelo ambiente, acabei me apaixonando rapidamente pelos personagens, Tessa, Jem e Will são o triangulo amoroso mais belo que eu já vi e olha que eu detesto isso em histórias, mas a Cassandra consegue fazer com que o amor deles seja tão belo que nós leitores acabamos ficando com o coração dividido e só implorando para que todos eles tenham a oportunidade de encontrar a felicidade.

Outro aspecto da história que me tirou o fôlego no primeiro livro foi ver o quanto a autora conseguiu explorar de forma brilhantes a história de anjos, misturada a lobisomens e vampiros entre outras criaturas do submundo como os feiticeiros e conseguir dar tanta profundidade e uma razão para cada um agir do jeito que age, com a perspectiva de algo maior. Com isso somos apresentados ao Codex dos Caçadores de Sombras, que são os anjos ou mais conhecidos como Nefilins e acabamos descobrindo algumas das suas leis, comportamentos e um pouco mais do convívio deles com esses outros seres.

Os personagens são extremamente aprofundados e existe um equilíbrio de forças quando falamos de gênero, pois as personagens femininas e masculinas tem forças que se complementam e acabam trazendo uma harmonia para a historia. Charlotte Branwell, co-diretora do Instituto de Londres, algumas vezes é mencionada pelos outros personagens como uma mulher de aparência frágil, por ter uma estatura pequena, mas é uma mulher forte, guerreira e uma ótima administradora e aqueles que tem a honra de conhece-la melhor acabam por admira-lá. Tessa que é a uma das personagens principais desta história e a peça chave de vários fatores dentro dessa trama, também se mostra um mulher forte que vai acabar lidando com perdas e decepções e tendo que superar muita coisa.

As vezes pode parecer clichê exaltar esse tipo de coisa no livro, mas a grande verdade é que não existe apenas uma mulher forte ou um homem forte nessa histórias, mas sim vários que tem características diferentes assim como em uma sociedade comum e por isso todos eles são tão marcantes.

Vilões e construção da história

Não existe apenas um vilão nesta série de três livros, pois em cada um deles somos apresentados a personagens que andam fora dos trilhos, mas não temos apenas um responsável o interessante é justamente ver pessoas que foram usadas lutando em busca do beneficio próprio mais atuando por um vilão maior e mais poderoso que não se importa em ver essas pessoas como peças para a sua conquista maior.

Os automatos que são as peças infernais que justamente dão o nome da série e foram construídos pelo Magistrado (um dos vilões) acabou me remetendo muito ao primeiro episódio da oitava temporada de Doctor Who, pois é um ser feito de ferro, mas que carrega alguns órgãos e até mesmo pele em volta da sua estrutura, conseguia visualizar perfeitamente o Doutor combatendo eles. Também me lembraram aos Cybermens da mesma série – a vida é assim cheia de conexões mesmo.

Sobre a história, vai ser impossível não devorar os três livros se vocês optarem por embarcar nesta narrativa, pois todos eles são conectados e algumas respostas só vão aparecer realmente na ”Princesa Mecânica” que é o último livro desta trilogia.

Ler as outras séries?

Por algumas opiniões que escutei no meio desta travecia das ”Peças Infernais” eu pretendo sim me aventurar nas outras séries que mesmo não se passando mais em Londres ainda trazem muita coisa deste universo fantástico construído da Cassandra Clare. Pode parecer muita coisa e talvez desnecessário aos olhos de muitos mas eu realmente fiquei interessada principalmente que me falaram que alguns personagens que são imortais acabam transitando pelos outros livros e eu particularmente acho muito nostálgico quando isso acontece.

As Peças Infernais não é só mais um livro de romance ou de lutas, aventura e fantasia, mas é sim mais uma história empolgante e que vale MUITO a pena ”perder” o seu tempo lendo ela.

Acabei vendo algumas pessoas falando que são livros que acabam se encaixando na posição de jovem adulto, mas acredito que qualquer faixa etária pode sim ler esse livro, ele levanta discussões sobre eternidade e perdas que com certeza vão me fazer lembrar sobre ele por muito tempo, mas ele também fala sobre preconceito, separação de de raças e também de proteção que são coisas que acabam entrando na gente de uma forma marcante.

Além disso Cassandra Clare foi muito inteligente em citar livros na sua trama que instigam o leitor a buscar aquelas leituras mencionadas já que Tessa e Will são amantes da literatura e em cada inicio de capitulo ela acaba usando uma citação de alguma obra que de alguma forma acaba se conectando com o capitulo que vem a seguir, eu achei isso genial e considerei mais uma porta de entrada para novas historias.

Obra recomendada pelo Contando Estrelas

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Débora Santos Almeida

Autora de textos sobre automobilismo em especial sobre Fórmula 1, leitora voraz de livros de ficção científica, amante de Arthur C. Clarke e freqüentadora do restaurante do Douglas Adams!

Um comentário em “Resenha: Série As Peças Infernais da Cassandra Clare

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